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Bactéria Salmonela pode causar três tipos de doenças graves em aves

O assunto doença ainda assusta muitos criadores, não é por menos, pois cuida-se, investe-se e não há nada pior do que ver a criação sofrendo por algo que poderia ter sido evitado. Para isso os plantéis podem contar sempre com o São Camilo Biotecnologia que investe a cada dia na área tecnológica, bem como, em pessoas capacitadas para desenvolverem a excelência do laboratório que conta com mais de 10 anos no mercado.

Para tanto, com a intenção de informar criadores, leitores e seguidores das redes sociais resolvemos falar hoje sobre uma bactéria conhecida há mais de 100 anos, descrita pelo cientista americano Daniel Elmer Salmon, daí deriva o seu nome, estamos falando da Salmonella.

Para contextualizar o leitor vamos fazer um apanhado sobre a Salmonelose, que é um termo utilizado para denominar infecções provocadas por bactérias do gênero Salmonella, estas que pertencem à família Enterobacteriaceae. Tem-se conhecimento de 2500 variedades (sorotipos) desta bactéria, contudo cerca de 80 a 90 sorotipos apresentam importância biológica para saúde de animais e seres humanos, esse fator determina também qual doença que acometerá a ave.

As Salmonellas são bactérias que estão disseminadas no mundo como um todo, habitam o trato intestinal de muitas espécies, incluindo seres humanos, primatas não humanos, aves, equinos, suínos, cães, gatos, rato, dentre outros. O rato, especificamente, desempenha um papel importante na disseminação da doença, isso se deve ao fato dele ser um transportador natural dessas bactérias.

Quanto as aves, essas bactérias podem causar três enfermidades distintas: a Pulorose cujo agente é a Salmonella Pullorum; o Tifo Aviário causado pela Salmonella Gallinarum; e o Paratifo Aviário causado por qualquer outra Salmonella sp. que não seja as acima descritas.

Em torno de 3% dos organismos (homens e/ou animais) que apresentam diarreia por Salmonella, permanecem como fonte de infecção para o meio ambiente, ou seja, podem afetar os plantéis. Em aves, a bactéria pode colonizar o oviduto da fêmea e contaminar o ovo antes da formação da casca levando o embrião à morte.

O ovo pode ser contaminado também logo após a postura, a bactéria pode penetrar os poros do ovo e matar o embrião ou até mesmo levar ao nascimento de filhotes infectados. Estes, por sua vez, já detêm a doença e são responsáveis pela disseminação da doença no plantel causando a mortalidade de inúmeras aves. Outro fator preocupante é que a bactéria pode infectar as gônadas – ovários e testículos – de forma assintomática causando baixa fertilidade ou infertilidade nas aves infectadas.

Para o diagnóstico podem ser realizados exames de cultura de fezes em meios seletivos, no entanto, esse tipo de identificação não tem um resultado rápido, nem é funcional, pois dificulta o transporte do material para a realização de exames. Sendo assim, o método mais prático é a detecção molecular por meio de DNA, ou seja, a Reação em Cadeia da Polimerase, a PCR, oferecido pelo São Camilo Biotecnologia e que necessita somente da coleta de fezes das aves.

Conheça mais sobre o Check-up Preventivo que engloba estas patologias através do link http://bit.ly/checkuppreventivo, entre em contato também pelo telefone (44) 3029-9660.

Importante

A infecção pela bactéria mencionada em seres humanos e animais pode ser assintomática, sendo um risco para tratadores e para os criadores, ou seja, é uma zoonose. Os sintomas mais comuns são apresentados em diarreias agudas, dores abdominais, náusea e febre. Nos casos mais graves, a bactéria pode entrar na corrente sanguínea e levar à morte. Caso haja a cura da doença sem tratamento específico, o portador continua com a mesma bactéria instalada em seu intestino e, em momentos de estresse, podem reapresentar sintomas.

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Megabacteriose a doença silenciosa que prejudica o desenvolvimento de plantéis

O assunto do Blog hoje é a Megabacteriose que é uma das doenças que acometem os plantéis e que, muitas vezes, acaba deixando os criadores surpresos por sua presença. A doença surpreende por mascarar o real estado de saúde das aves, acometendo adultos e filhotes prejudicando, dessa forma, o desenvolvimento da criação de uma maneira geral.

Uma curiosidade com relação a Megabacteriose é que na realidade ela é causada por um fungo e não por uma bactéria como o próprio nome nos faria pensar. Desde a descoberta, a megabactéria foi classificada dessa forma pelos cientistas por ter tamanho expressivo, maior que grande parte das bactérias. No entanto, em 2003 houve uma reclassificação pelo fato da megabactéria ser causada pelo fungo ascomiceto anamórfico.

A publicação de hoje faz parte da série semanal sobre as doenças que mais acometem plantéis e que muitas vezes desmotivam o criador a prosseguir no universo das aves. Para sanar essa situação, o São Camilo Biotecnologia disponibiliza no mercado o Check Up Preventivo, exame que garante a prevenção das 12 doenças mais incidentes em aves.

Sintomas

Infelizmente a megabacteriose é uma doença silenciosa e que assusta os criadores por deixar “de uma hora para outra” as aves extremamente debilitadas, levando a um surto no plantel, bem como a morte, causando, inclusive, decepção e incontável prejuízo emocional e financeiro ao criador.

Há duas formas que a doença se manifesta: a crônica e a aguda. Na forma crônica a ave permanece com a megabactéria por um longo período de sua vida, e os prejuízos podem ser verificados quando há queda na produção de ovos, a ave apresenta-se debilitada e não alcança seu potencial reprodutivo. Outro ponto crucial na transmissão da doença é que todas as aves infectadas são transmissoras. Registros mostram que há contaminação em 100% dos filhotes nascidos de pais portadores, dessa forma, para a não propagação da doença é aconselhável interromper a criação.

Na forma aguda as aves podem chegar a vomitar sangue, parecem comer, entretanto a comida não é verdadeiramente ingerida. A ração acaba sendo regurgitada levando a uma visível sujeira no bico, algumas aves se comportam abrindo e fechando o bico repetidamente como se estivessem beliscando o ar. Nesse momento ocorre a perda de peso e a ave começa a definhar.

Quanto as fezes essas podem se apresentar em tonalidades escuras, sendo até possível uma coloração avermelhada. É bastante comum também a presença de fragmentos de sementes ou sementes inteiras não digeridas nas fezes. Algumas aves chegam até uma recuperação parcial, entretanto, é comum após poucos dias ou semanas apresentarem uma recaída e por fim encorujam devido à fraqueza e acabam, infelizmente, morrendo.

Diagnóstico

Para o início do trabalho de diagnótisco é o monitoramente, bem como, a observação das fezes da ave, ou seja, fezes diarreicas, verde-escuras ou marrom/preta com presença ou não de fragmentos de sementes ou sementes inteiras devem ser investigadas. Outra análise importante é verificar se as penas estão arrepiadas, se a ave se apresenta triste e se o papo está com aspecto vazio mesmo depois da ave se alimentar.

A megabacteriose pode ser confundida com outras doenças por apresentarem sintomas semelhantes, sendo assim, o diagnóstico definitivo só é possível com o isolamento e/ou observação da megabactéria. Das técnicas disponíveis, a Reação em Cadeia da Polimerase, a PCR, é o mais sensível e detecta nas fezes da ave o DNA da megabactéria. Outra forma de se constatar a doença é por meio do exame parasitológico, porém, a confirmação não pode ser feita com 100% de certeza, já que há possibilidade de falso-negativo.

Tratamento

Para tranquilizar os criadores que estão acompanhando essa leitura há tratamento e ele é bastante efetivo. Primeiramente, deve-se melhorar as condições de manejo, ou seja, trabalhar para a desinfecção e monitorar as fezes das aves. Tem-se que inclusive fornecer alimentos de fácil digestão, e administrar, após a visita do Médico Veterinário e seus pareceres sobre o estado do animal, antimicóticos ou antifúngicos. Sendo assim, após seis semanas de tratamento, um novo texto de PCR deve ser realizado para confirmar a eliminação da infecção e as aves podem retornar a dieta normal, necessitando, muitas vezes, do uso de suplementos para facilitar a recuperação.

Saiba mais sobre o Check Up Preventivo através do link http://bit.ly/checkuppreventivo. Outras informações sobre os exames nas redes sociais do São Camilo, entre também em contato pelo telefone (44) 3029-9660.

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