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Tifo Aviário: doença que pode causar infecção generalizada em aves

Há algumas semanas tivemos um post (saiba mais AQUI) sobre uma bactéria que pode causar até três tipos doenças: a Salmonella.  As Salmonellas são bactérias que estão disseminadas no mundo como um todo, habitam o trato intestinal de muitas espécies, incluindo seres humanos, primatas não humanos, aves, equinos, suínos, cães, gatos, rato, dentre outros. O rato, especificamente, desempenha um papel importante na disseminação da doença, isso se deve ao fato dele ser um transportador natural dessas bactérias.

Quanto as aves, essas bactérias podem causar três enfermidades distintas: a Pulorose cujo agente é a Salmonella Pullorum (veja o post AQUI); o Tifo Aviário causado pela Salmonella Gallinarum; e o Paratifo Aviário causado por qualquer outra Salmonella sp. que não seja as acima descritas.

Hoje falaremos sobre a Salmonella Gallinarum, bactéria causadora do Tifo Aviário, doença que apresenta características muito semelhantes à Pulorose. Essa infecção é praticamente restrita às aves, acometendo, principalmente, galinhas e perus, entretanto, já foi encontrada em faisões, codornas, pardais, canários, papagaios, pombos, avestruz, ou seja, isso demonstra que nenhuma espécie aviária está livre de ser também infectada.

Esse tipo de infecção infelizmente tem uma evolução muito rápida: é transmitida de ave para ave, estas que eliminam a bactéria pelas fezes, sendo que o contato de uma ave sadia com as fezes infectadas é o suficiente para transmitir a doença. Essa rapidamente evolui para um quadro de infecção generalizada, a septicemia, levando a morte. Existem também outras formas de contaminação, dentre elas, a água, a ração, equipamentos, comedouros e até mesmo visitantes que se tornam veículos para essas bactérias tão nocivas as aves.

Os sinais de que o plantel foi acometido pelo Tifo Aviário são evidentes nas mortes de filhotes nos seus primeiros sete dias de vida, adultos com fezes esverdeadas ou amarelo-esverdeadas e o encorujamento. Infelizmente, dependendo do estado imune do plantel, o índice de mortalidade pode ser muito alto.

Diagnóstico

A identificação por meio de sorologia tem sensibilidade relativamente baixa, além do transporte da amostra exigir cuidados especiais, situação que dificulta a chegada até os laboratórios e que estejam em localidades distantes do plantel. Entretanto, a detecção molecular, permitida pela utilização do DNA aplicada à técnica da Reação em Cadeia da Polimerase, a PCR, é uma técnica altamente sensível e específica, tolerante também ao manuseio e ao encaminhamento – mesmo que de longa distância – ao laboratório.

Prevenção e Tratamento

O tratamento pode diminuir a mortalidade das aves, mas estas continuarão a ser portadoras do agente causador. Para manter os plantéis livres de Salmoneloses deve-se adotar boas práticas de manejo, biossegurança e isolamento. As Salmonellas são bactérias que podem permanecer muito tempo no ambiente, mas por outro lado são bastante sensíveis a maioria dos desinfetantes. Sendo assim, uma boa limpeza, desinfecção periódica, controle de insetos e roedores são práticas altamente recomendadas.

Outro ponto importante é que nunca se deve introduzir uma ave portadora de Salmonella em um plantel sadio, já testado e livre dessa bactéria, dessa forma, as recomendações permeiam a realização de quarentena e testes laboratoriais que certifiquem o bom estado sanitário do criadouro antes de introduzir uma nova ave no plantel.

Saiba mais sobre o Check Up Preventivo AQUI. Outras informações sobre os exames nas redes sociais do São Camilo ou no site: http://www.scbiotec.com.br, entre também em contato pelo telefone (44) 3029-9660.

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