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Paratifo Aviário faz parte do rol de análises do Check Up Preventivo

Para fechar os posts sobre as três doenças causadas pela bactéria Salmonela, o post de hoje discorrerá sobre o Paratifo Aviário. Relembrando que as Salmonellas são bactérias que estão disseminadas no mundo como um todo, habitam o trato intestinal de muitas espécies, incluindo seres humanos, primatas não humanos, aves, equinos, suínos, cães, gatos, rato, dentre outros.

Quanto as aves, essas bactérias podem causar três enfermidades distintas: a Pulorose cujo agente é a Salmonella Pullorum (veja o post AQUI); o Tifo Aviário (leia mais AQUI) causado pela Salmonella Gallinarum; e o Paratifo Aviário causado por qualquer outra Salmonella sp. que não seja as acima descritas.

Não se assuste, mas são mais de 2500 tipos de Salmonella identificadas e dessas, mais de 200 foram encontradas causando algum tipo de infecção em aves. O número é alto, mas uma notícia boa é que o tipo de bactéria que discutiremos hoje é responsável por bem menos problemas do que a Pullorum e a Gallinarum, ou seja, dificilmente causará mortes no plantel.

De forma geral, as infecções causadas por Salmonelas Paratíficas não produzem sinais clínicos ou lesões nas aves e seu controle dentro dos plantéis está mais ligado à saúde das pessoas que tem contato com as aves, ou seja, criador, funcionários e familiares, pois a Salmonelose é uma grave zoonose.

Infecção

A principal forma de infecção é a ingestão de alimentos contaminados com fezes contendo Salmonella. Primeiramente ela se aloja no papo, nos intestinos e é disseminada intermitentemente pelas fezes, sendo esta a principal fonte de contaminação para as outras aves. Ela pode também colonizar o aparelho reprodutor e, nestes casos, filhotes podem nascer infectados causando sua morte em até três semanas. É bastante comum encontrar Salmonella no trato digestório de aves, entretanto, essas não causam infecção, sendo assim,  é conhecida como Salmonella transitória e a ave tem capacidade de elimina-la naturalmente.

Diagnóstico

Há diversas metodologias diagnósticas para a identificação da Salmonelose: a cultura de fezes, exames sorológicos, como a soroaglutinação são utilizados normalmente para identificar o tipo de Salmonela. Entretanto, esses exames apresentam uma precisão relativa, além de difícil transporte das amostras por exigirem cuidados especiais. Sendo assim, a maneira mais rápida e que apresenta eficácia é a detecção molecular, que utiliza a Reação em Cadeia da Polimerase, a PCR, tudo isso por meio do DNA da Salmonella. Essa técnica é altamente sensível e específica, além de ser mais tolerante ao manuseio e aos meios de transporte. Outro fator importante é que ao utilizar essa técnica é possível identificar qual o tipo de Salmonella, ou seja, se é a Pullorum, a Gallinarum ou a Paratífica.

Prevenção e Tratamento

As formas de prevenção seguem as mesmas regras das demais Salmonelas. Para manter os plantéis livres de Salmoneloses deve-se adotar boas práticas de manejo, biossegurança e isolamento. As Salmonellas são bactérias que podem permanecer muito tempo no ambiente, mas por outro lado são bastante sensíveis a maioria dos desinfetantes. Sendo assim, uma boa limpeza, desinfecção periódica, controle de insetos e roedores são práticas recomendadas.

Outro ponto importante é que nunca se deve introduzir uma ave portadora de Salmonella em um plantel sadio, já testado e livre dessa bactéria, dessa forma, as recomendações permeiam a realização de quarentena e testes laboratoriais que certifiquem o bom estado sanitário do criadouro antes de introduzir uma nova ave no plantel.

Check Up Preventivo

Dentre as doenças pesquisadas estão a arpergilose, paratifo, pulorose, tifo aviário, cólera aviária, micoplasmose, eimeriose, coccidiose, megabacteriose, clamidiose, candidíase e criptosporidiose.

Para realização da análise é necessária apenas uma amostra das fezes da ave, após o recebimento da coleta o laudo do exame fica pronto em cinco dias úteis possibilitando uma intervenção rápida e específica do médico veterinário para o tratamento. Mais informações sobre os exames nas redes sociais do São Camilo ou no site: http://www.scbiotec.com.br, entre também em contato pelo telefone (44) 3029-9660.

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Coccidiose: doença parasitária que infecta silenciosamente criações inteiras

Seguindo as postagens semanais sobre as doenças que compõem o Check Preventivo oferecido pelo São Camilo Biotecnologia, hoje o post será sobre a Coccidiose – principal infecção parasitária presente na criação de aves de estimação. A doença é causada por protozoários intracelulares dos gêneros Isospora e Eimeria, entretanto, um fator bastante preocupante é que muitas espécies são causadoras da doença e responsáveis por quadros clínicos extremamente variáveis. Essas variações vão desde infecções subclínicas (saiba mais sobre neste post) onde a doença é imperceptível ou, até mesmo, surtos com alta mortalidade.

Esse tipo de infecção possui proporção mundial, no nosso país já foi relatada infecção em praticamente todas as espécies de aves de estimação, bem como, galinhas domésticas. Sendo assim, essa informação reafirma que pode ocorrer simultaneamente a infecção em mais de uma espécie de um mesmo criadouro.

Essa doença quando acomete uma ave produz estruturas reprodutivas chamadas de oocistos, que são eliminados nas fezes, na forma não infectante, ou seja, estão inativos. Então, no meio ambiente, sob condições adequadas de temperatura e umidade se iniciará o processo para a conversão da forma inativa para a infectante. Um agravante nesta situação é que o protozoário é absurdamente resistente aos fatores ambientais, podendo permanecer por mais de seis meses no ambiente à espera de um hospedeiro para infectar.

Infecção

A infecção ocorre por meio da ingestão de alimentos, água e fezes contaminadas com esses oocistos ativos, que são a forma infectante. Além disso, poeira das fezes, comedouros, bebedouros, roupas, calçados e até mesmo moscas podem contribuir para a disseminação da infecção. Alguns fatores contribuem para a alta transmissão de Coccidiose dentro de um criadouro, entre eles estão:  a alta umidade das fezes e altas temperaturas, situação que favorece a conversão dos oocistos da forma inativa para a ativa.

Sintomas

A identificação da doença torna-se difícil pelos sintomas seres muito variados e até inexistentes. Há variação destes sintomas de acordo com a idade da ave, espécie do coccídeo (causador da doença) e região intestinal da infecção. De forma geral, os sintomas incluem: emagrecimento agudo (peito seco); mudança na pigmentação da pele da canela; penas arrepiadas, depressão, fezes aquosas, mucosas ou hemorrágicas; e manifestação de dor abdominal (ocorrida por conta da respiração acelerada). Como os sintomas são variados, há possibilidade de os pássaros serem acometidos por doenças secundárias.

Diagnóstico

Quanto ao diagnóstico, existem muitas facilidades inclusive oferecidas pelo São Camilo Biotecnologia. Normalmente basta um exame parasitológico de fezes para determinar o agente causador e iniciar o tratamento. Entretanto, alguns casos necessitam de exames um tanto mais sofisticado como é o caso da PCR. Uma recomendação importante é que se faça esse tipo de exame antes da reprodução, antes da troca de penas, toda vez que as aves voltam de campeonatos ou exposições, bem como, aquelas que são novas no criadouro, devem, portanto, ficar de quarentena até que se obtenha o resultado dos exames.

Tratamento

Após identificar o patógeno da doença, bem como, verificar qual porção do intestino está infectada é imprescindível a contratação de um Médico Veterinário, para que ele possa prescrever e tratar corretamente das aves, não havendo desperdício de fármacos como o antibiótico.

Gostou das informações? Continue acompanhando as postagens do Blog por meio da fanpage do laboratório e saiba mais no próximo texto. Se sua ave está se apresentando frágil ou com sintomas de alguma doença não hesite em entrar em contato com o São Camilo Biotecnologia, que atende o Brasil todo. Para mais informações sobre a realização de exames acesse o link http://bit.ly/checkuppreventivo, entre também em contato pelo telefone (44) 3029-9660.

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