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Conheça o Circovírus, a Doença de Bico e Penas comum em psitacídeos

A Doença de Bico e Penas ou Circovírus é uma doença causada por um DNA vírus pertencente à família Circoviridae. É uma doença crônica, caracterizada pela distrofia e perda de penas, deformidade do bico e morte. A doença é descrita como sendo muito comum em psitaciformes selvagens e cativos na Austrália, e em outros países encontrada em psitacídeos cativos.
A maioria das espécies de papagaios podem ser infectados pelo vírus e estudos recentes têm mostrado que o PBFDV tem causado problemas de plumagens em algumas espécies de periquitos e ringnecks.


O vírus infecta aves com menos de 3 anos de idade e é transmitido da mãe para o ovo ou diretamente para os filhotes, as partículas virais podem ser espalhadas nas penas por correntes de ar, fezes secas ou até mesmo nas vestimentas do manipulador das aves. Os materiais dos ninhos, fórmulas alimentares, utensílios de alimentação, redes, transportadores de aves, podem ser facilmente contaminados pelo vírus. Uma vez que as partículas virais podem permanecer viáveis no ambiente por meses, mesmo depois da morte da ave, há um alto potencial da infecção se espalhar em todo o plantel.


A infecção pelo vírus deve ser suspeitada em qualquer ave que mostre perda progressiva das penas e desenvolvimento anormal das mesmas. O primeiro sinal clinicamente detectável do PBFDV é o surgimento de penas anormalmente formadas. A maioria das aves infectadas morrem entre os 6-12 meses a partir do início dos sinais clínicos, no entanto, algumas aves sobrevivem entre 10-15 anos e se tornam portadores crônicos. A morte geralmente ocorre por infecções secundárias por bactérias, fungos, parasitas ou outros vírus.
A triagem para PBFDV deve ser realizada para qualquer nova compra ou inserção de ave ao plantel, uma vez que aves portadoras do vírus podem apresentar penas perfeitamente normais. Mesmo que apenas uma ave seja portadora, o vírus pode ser espalhar rapidamente para todo o plantel.


A técnica de PCR (Polymerase Chain Reaction) é uma ferramenta molecular altamente sensível e específica, tornando-se muito importante na detecção do PBFDV e no auxílio da discriminação de outras doenças que também levam ao desenvolvimento anormal das penas, como traumas, infecções bacterianas ou fúngicas nos folículos das penas, outras infecções virais, má nutrição, problemas hormonais e reações a medicamentos. A elevada sensibilidade e especificidade da técnica de PCR também aumenta o sucesso na triagem de aves portadoras, que podem apresentar baixo nível de carga viral.

Para mais informações acesse nossa loja virtual através do link http://bit.ly/lojacircovirus ou entre em contato conosco através do telefone (44)3029-9660 ou pelo e-mail atendimento@scbiotec.com.br, será um prazer atendê-lo.

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Tifo Aviário: doença que pode causar infecção generalizada em aves

Há algumas semanas tivemos um post (saiba mais AQUI) sobre uma bactéria que pode causar até três tipos doenças: a Salmonella.  As Salmonellas são bactérias que estão disseminadas no mundo como um todo, habitam o trato intestinal de muitas espécies, incluindo seres humanos, primatas não humanos, aves, equinos, suínos, cães, gatos, rato, dentre outros. O rato, especificamente, desempenha um papel importante na disseminação da doença, isso se deve ao fato dele ser um transportador natural dessas bactérias.

Quanto as aves, essas bactérias podem causar três enfermidades distintas: a Pulorose cujo agente é a Salmonella Pullorum (veja o post AQUI); o Tifo Aviário causado pela Salmonella Gallinarum; e o Paratifo Aviário causado por qualquer outra Salmonella sp. que não seja as acima descritas.

Hoje falaremos sobre a Salmonella Gallinarum, bactéria causadora do Tifo Aviário, doença que apresenta características muito semelhantes à Pulorose. Essa infecção é praticamente restrita às aves, acometendo, principalmente, galinhas e perus, entretanto, já foi encontrada em faisões, codornas, pardais, canários, papagaios, pombos, avestruz, ou seja, isso demonstra que nenhuma espécie aviária está livre de ser também infectada.

Esse tipo de infecção infelizmente tem uma evolução muito rápida: é transmitida de ave para ave, estas que eliminam a bactéria pelas fezes, sendo que o contato de uma ave sadia com as fezes infectadas é o suficiente para transmitir a doença. Essa rapidamente evolui para um quadro de infecção generalizada, a septicemia, levando a morte. Existem também outras formas de contaminação, dentre elas, a água, a ração, equipamentos, comedouros e até mesmo visitantes que se tornam veículos para essas bactérias tão nocivas as aves.

Os sinais de que o plantel foi acometido pelo Tifo Aviário são evidentes nas mortes de filhotes nos seus primeiros sete dias de vida, adultos com fezes esverdeadas ou amarelo-esverdeadas e o encorujamento. Infelizmente, dependendo do estado imune do plantel, o índice de mortalidade pode ser muito alto.

Diagnóstico

A identificação por meio de sorologia tem sensibilidade relativamente baixa, além do transporte da amostra exigir cuidados especiais, situação que dificulta a chegada até os laboratórios e que estejam em localidades distantes do plantel. Entretanto, a detecção molecular, permitida pela utilização do DNA aplicada à técnica da Reação em Cadeia da Polimerase, a PCR, é uma técnica altamente sensível e específica, tolerante também ao manuseio e ao encaminhamento – mesmo que de longa distância – ao laboratório.

Prevenção e Tratamento

O tratamento pode diminuir a mortalidade das aves, mas estas continuarão a ser portadoras do agente causador. Para manter os plantéis livres de Salmoneloses deve-se adotar boas práticas de manejo, biossegurança e isolamento. As Salmonellas são bactérias que podem permanecer muito tempo no ambiente, mas por outro lado são bastante sensíveis a maioria dos desinfetantes. Sendo assim, uma boa limpeza, desinfecção periódica, controle de insetos e roedores são práticas altamente recomendadas.

Outro ponto importante é que nunca se deve introduzir uma ave portadora de Salmonella em um plantel sadio, já testado e livre dessa bactéria, dessa forma, as recomendações permeiam a realização de quarentena e testes laboratoriais que certifiquem o bom estado sanitário do criadouro antes de introduzir uma nova ave no plantel.

Saiba mais sobre o Check Up Preventivo AQUI. Outras informações sobre os exames nas redes sociais do São Camilo ou no site: http://www.scbiotec.com.br, entre também em contato pelo telefone (44) 3029-9660.

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Painéis respiratórios pesquisam bactérias que mais afetam plantéis no inverno

A importância dos Painéis Respiratórios:

A chegada da estação mais fria do ano traz consigo as benesses de um clima aconchegante para os seres humanos, entretanto, os cuidados com a saúde devem ser redobrados, a atenção a doenças oportunistas deve estar sempre presente no dia a dia daqueles que priorizam qualidade de vida. E qual a relação disso tudo com as aves? Há grande relação e ela reside quando cogita-se preservar a boa saúde da ave, bem como a diminuição da incidência de doenças. Esses seres tão fortes e ao mesmo tempo tão delicados merecem ainda mais atenção neste intervalo de tempo, que está entre 21 de junho e 22 de setembro, por estarem em um momento de maior fragilidade e compreender o período de acasalamento e início da postura de ovos de muitas espécies.

Outro ponto importante para os criadores de plantéis, é que sempre neste período há ocorrência de campeonatos, em especial, o Campeonato Brasileiro – local de grande prestígio para todos os criadores pela presença de aves de todo o país. Tal fato, quando se fala em saúde de aves, deve preocupar criadores pelas doenças em aves serem em sua maioria assintomáticas, ou seja, antes, durante e depois da competição deve-se fazer o manejo correto para que determinadas doenças não sejam levadas aos plantéis acometendo todas as aves.

Além desse importante manejo, deve-se investir em prevenção e pensando nisso o São Camilo Biotecnologia deu início há três anos aos Painéis Respiratórios, possibilitando ao criador verificar, por meio de exames, se suas aves são portadoras dos patógenos mais incidentes no inverno.

A viabilidade desses exames se dá na divisão funcional em quatro tipos de painéis. São eles: o básico – que tem intenção de abranger dois tipos de bactérias – a Chlamydophila psittaci e a Mycoplasma sp. Já o painel denominado aviário tem como propósito verificar a presença de Aspergillus fumigatus, Chlamydophila psittaci e Pasteurella multocida. O terceiro intenciona por pesquisar Aspergillus fumigatus, Chlamydophila psittaci, Pasteurella multocida e Mycoplasma sp e é conhecido por Painel Respiratório Plus. O mais completo que abrange todas as doenças mais incidentes chama-se Ampliado, compreendendo as bactérias: Aspergillus fumigatus, Chlamydophila psittaci, Pasteurella multocida, Mycoplasma sp e Ornitobacterium rhinotracheale.

Para saber mais e comprar o exame é bastante simples: deve-se entrar na loja virtual do São Camilo (AQUI), fazer todo o procedimento de compra, após a aprovação, fazer a coleta das fezes – o modo correto de fazer a coleta pode ser verificado no vídeo AQUI, é muito importante fazer todos esses processos corretamente para um resultado fidedigno. Ao chegar ao laboratório o prazo pedido é de apenas três dias úteis. Dessa forma, os criadores poderão certificar-se da ausência dos patógenos, bem como, se houver a ocorrência de doenças, avaliar junto ao médico veterinário, a melhor forma para tratamento de suas aves.

O São Camilo Biotecnologia está disposição dos criadores para todos e quaisquer questionamentos sobre os Painéis Respiratórios. Lembrando que o laboratório atende o Brasil todo e para informações deve-se acessar o link http://bit.ly/paineisrespiratorios ou ligar para (44) 3029-9660.

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Coccidiose: doença parasitária que infecta silenciosamente criações inteiras

Seguindo as postagens semanais sobre as doenças que compõem o Check Preventivo oferecido pelo São Camilo Biotecnologia, hoje o post será sobre a Coccidiose – principal infecção parasitária presente na criação de aves de estimação. A doença é causada por protozoários intracelulares dos gêneros Isospora e Eimeria, entretanto, um fator bastante preocupante é que muitas espécies são causadoras da doença e responsáveis por quadros clínicos extremamente variáveis. Essas variações vão desde infecções subclínicas (saiba mais sobre neste post) onde a doença é imperceptível ou, até mesmo, surtos com alta mortalidade.

Esse tipo de infecção possui proporção mundial, no nosso país já foi relatada infecção em praticamente todas as espécies de aves de estimação, bem como, galinhas domésticas. Sendo assim, essa informação reafirma que pode ocorrer simultaneamente a infecção em mais de uma espécie de um mesmo criadouro.

Essa doença quando acomete uma ave produz estruturas reprodutivas chamadas de oocistos, que são eliminados nas fezes, na forma não infectante, ou seja, estão inativos. Então, no meio ambiente, sob condições adequadas de temperatura e umidade se iniciará o processo para a conversão da forma inativa para a infectante. Um agravante nesta situação é que o protozoário é absurdamente resistente aos fatores ambientais, podendo permanecer por mais de seis meses no ambiente à espera de um hospedeiro para infectar.

Infecção

A infecção ocorre por meio da ingestão de alimentos, água e fezes contaminadas com esses oocistos ativos, que são a forma infectante. Além disso, poeira das fezes, comedouros, bebedouros, roupas, calçados e até mesmo moscas podem contribuir para a disseminação da infecção. Alguns fatores contribuem para a alta transmissão de Coccidiose dentro de um criadouro, entre eles estão:  a alta umidade das fezes e altas temperaturas, situação que favorece a conversão dos oocistos da forma inativa para a ativa.

Sintomas

A identificação da doença torna-se difícil pelos sintomas seres muito variados e até inexistentes. Há variação destes sintomas de acordo com a idade da ave, espécie do coccídeo (causador da doença) e região intestinal da infecção. De forma geral, os sintomas incluem: emagrecimento agudo (peito seco); mudança na pigmentação da pele da canela; penas arrepiadas, depressão, fezes aquosas, mucosas ou hemorrágicas; e manifestação de dor abdominal (ocorrida por conta da respiração acelerada). Como os sintomas são variados, há possibilidade de os pássaros serem acometidos por doenças secundárias.

Diagnóstico

Quanto ao diagnóstico, existem muitas facilidades inclusive oferecidas pelo São Camilo Biotecnologia. Normalmente basta um exame parasitológico de fezes para determinar o agente causador e iniciar o tratamento. Entretanto, alguns casos necessitam de exames um tanto mais sofisticado como é o caso da PCR. Uma recomendação importante é que se faça esse tipo de exame antes da reprodução, antes da troca de penas, toda vez que as aves voltam de campeonatos ou exposições, bem como, aquelas que são novas no criadouro, devem, portanto, ficar de quarentena até que se obtenha o resultado dos exames.

Tratamento

Após identificar o patógeno da doença, bem como, verificar qual porção do intestino está infectada é imprescindível a contratação de um Médico Veterinário, para que ele possa prescrever e tratar corretamente das aves, não havendo desperdício de fármacos como o antibiótico.

Gostou das informações? Continue acompanhando as postagens do Blog por meio da fanpage do laboratório e saiba mais no próximo texto. Se sua ave está se apresentando frágil ou com sintomas de alguma doença não hesite em entrar em contato com o São Camilo Biotecnologia, que atende o Brasil todo. Para mais informações sobre a realização de exames acesse o link http://bit.ly/checkuppreventivo, entre também em contato pelo telefone (44) 3029-9660.

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Exame de genotipagem confere aos criadores informações importantes para o sucesso com a criação

O assunto do Blog hoje é sobre um exame que ainda deixa alguns criadores com dúvidas quanto a sua importância e precisão. Dessa forma, o post consistirá em uma sucinta explanação sobre genotipagem, sendo, os pormenores de exames decorrentes dela, postados ao longo das próximas semanas. E, afinal, o que é isso? Vamos começar pelo DNA, que é o ácido desoxirribonucleico, ou seja, é um conjunto de moléculas onde estão contidas as informações genéticas de cada indivíduo, aquelas características que acabam passando de pais para filhos.

Sendo assim, essa capacidade de transmissão do DNA de uma geração para outra é denominada hereditariedade, situação que contribui para a variabilidade genética das espécies ao longo das gerações, bem como, para a diversidade dos organismos vivos no planeta.

E a realização de exames entra onde? Exatamente neste ponto! O São Camilo Biotecnologia possui uma das técnicas mais avançadas do mercado, a Reação em Cadeia da Polimerase, a PCR, que analisa diversas regiões do DNA das aves, oferecendo 99,9997% de certeza dos resultados das probabilidades genéticas.

Como funciona o exame? O início de tudo ocorre com a coleta da amostra biológica de cada ave que se deseja analisar, podendo ser sangue ou penas – sempre seguindo as especificações feitas pelo laboratório. Após a coleta, as amostras juntamente com a documentação necessária, devem ser encaminhadas ao laboratório pelos Correios.

O próximo passo fica por conta do São Camilo que recebe com seriedade cada amostra biológica, conferindo, cadastrando e encaminhando ao setor técnico para aí, então, ser iniciado o procedimento de análise.

Durante a análise, uma porção da amostra biológica é submetida a procedimentos de extração e purificação de DNA. Aqui entra a PCR (mencionada alguns parágrafos acima) e, neste instante, após a realização do procedimento, obtém-se o perfil genético individual da ave.

Após isso, entra em cena uma análise automática que é feita por um equipamento de eletroforese capilar para identificação alelos – únicos em cada ave.  Sendo assim, depois de toda essa análise minuciosa, a ave passa a ter um Registro Genético Único – feito uma única vez e encaminhado para um banco de dados – que possibilita: verificar paternidade e maternidade; probabilidade de parentesco; prova de identidade genética; reconstituição genética de aves (uma espécie de RG de uma ave falecida ou ausente); similaridade genética e estrutura genética do plantel.

Não se preocupe com todos esses nomes diferentes e difíceis! Para facilitar postaremos explanações sobre esses serviços, deixando você sempre atualizado sobre o que há de melhor no mercado de aves.

Para mais informações sobre exames disponibilizados pelo laboratório, acesse nossas redes sociais ou através do link http://bit.ly/registrogenetico, lá você encontra tudo bem especificado. É rápido, fácil e bastante simplificado pensando em você criador. Qualquer dúvida pode ser tirada também pelo telefone (44) 3029-9660.

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