Saúde das aves

Monitoramento de saúde previne avanço de doenças em aves

Comparativamente a estrutura de uma casa – que possui seus pilares de sustentação, estes que ordenados beneficiam a obra e dão condições para que se mantenha firme –  pode-se fazer alusão ao caminho de fácil acesso ao sucesso na criação de aves, quando respeitada a lógica das quatro grandes frentes nos cuidados com o plantel.

A desinformação a respeito desses cuidados é tão preocupante que grande parte dos criadores experientes desconhece a necessidade da junção desses pilares para a qualidade de vida de suas aves. Neste caso, deve-se destacar a importância da medicina preditiva, ou seja, aquela que previne doenças e gera boa saúde e qualidade de vida nas aves.

Dessa forma, para sustentar de maneira eficiente essa estrutura são necessários estudos genéticos sobre o plantel para o conhecimento da linhagem que se quer criar. Outro pilar sustenta a alimentação compatível com a espécie, ou seja, a nutrição como fator aliado ao bem-estar das aves. Já no manejo, dispor de estrutura conservada e com manutenção adequada para o convívio das aves.

Ao que tudo indica as três frentes bastariam para compor um plantel com resultados satisfatórios, entretanto, a estrutura ruiria. Havendo, portanto, necessidade básica de enveredar esforços para os cuidados com a saúde das aves, ou seja, voltar-se para a área de sanidade.

Para se entender sobre as doenças presentes nas aves, faz-se necessário pensar em seu universo particular, que compreende desde a fortaleza presentes nas asas e bico à fragilidade que reside na sensibilidade de seus tamanhos, bem como, a suscetibilidade de ser alvo de diversos predadores na natureza. Sendo assim, elas recorrem a camuflar ao máximo suas fragilidades, apresentando sinais anormais quando seu estado de saúde já está grave.

A maioria das doenças são assintomáticas, ou seja, não tem sintomas aparentes e se instalam quando há junção de inúmeros fatores, dentre eles, os relacionados à nutrição, ao manejo, ao clima. Há, também, reações diferenciadas quanto ao contato com doenças, ou seja, aves que podem ser infectadas são as suscetíveis, já as que não podem ser acometidas por doenças são as imunes. As aves infectadas que não apresentam sintomas, mas podem ser transmissoras são as subclínicas, as que se caracterizam por demonstrar sintomas aparentes são as clínicas.

Por conseguinte, o monitoramento de saúde é essencial para o sucesso e prosseguimento da criação e da reprodução do plantel, devendo, dessa forma, ser realizado de maneira sistematizada por meio dos métodos ativo ou passivo.  O ativo tem por finalidade buscar a presença de doenças ainda em sua fase inicial, quando seu desenvolvimento ainda não provocou problemas para as aves, sendo o mais indicado para os plantéis quando o assunto é prevenção. Já o passivo faz-se importante quando as doenças já estão instaladas, provendo, assim, a precisão no diagnóstico para posterior tratamento.

Dessa forma, a realização periódica dos exames de saúde colabora para ação do médico veterinário, que em posse dos laudos específicos, pode indicar tratamento eficiente para a ave infectada ou do plantel.

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