Genética de aves

Estrutura Genética do Plantel garante melhores resultados com cruzamentos direcionados

Para compreender melhor como funciona a Estrutura Genética do Plantel, vamos iniciar com uma breve explicação sobre a diversidade genética.
A diversidade genética é o número total de características genéticas no código genético de uma espécie, esta inclui informações do DNA de características importantes para a sobrevivência, reprodução e perpetuação da população da espécie. Inclui até mesmo trechos do DNA que não são genes e que resultam não em características, mas que servem para conferir maior flexibilidade e adaptabilidade dos indivíduos.
Pode-se dizer que a diversidade genética serve como uma maneira das populações se adaptarem a ambientes em mudança. Quanto maior for o índice da diversidade, maior será a probabilidade que alguns indivíduos desta população possuam variações de alelos que são adequados para o ambiente. Esses indivíduos são mais propensos a sobreviver e a reproduzir proles que tenham esse alelo. A população vai continuar por mais gerações devido ao sucesso desses indivíduos.
Os programas de melhoramento genético de aves priorizam a seleção do canto e da fibra, e mesmo que não seja intencional, essa seleção faz com que genes ligados à PRODUÇÃO sejam perdidos e restringe-se a diversidade genética do plantel. Desta forma, o plantel tende a ter animais com boas características qualitativas (canto, fibra, coloração) mas estes mesmos animais podem perder genes de resistência a doenças, de adaptação à adversidades climáticas e, inclusive, genes envolvidos na reprodução.
A criação seletiva leva à homozigosidade: plantéis inteiros tendem a ficar quase geneticamente idênticos, pouca ou nenhuma diversidade genética torna as aves de criação extremamente suscetíveis à doenças generalizadas e a problemas de perda do vigor e perda reprodutiva.

Quando é indicado fazer este exame?

O indicado é realizar a Estrutura Genética Do Plantel, em plantéis que estão se iniciando mas que tenha pelo menos 5 matrizes, nós orientamos também a cada 5 anos repetir o exame para monitorar se está havendo perda significativa da diversidade genética.
Para plantéis estabelecidos, esse exame vai contribuir dando informações relevantes, como a proximidade ou distância dos animais, e quais cruzamentos devem ser conduzidos ou evitados.
Vale salientar que, nesse caso o objetivo não será o incremento do canto ou fibra, e sim da segurança genética do plantel. Este teste ajudará a monitorar a situação da biodiversidade em cada plantel e impedirá de que problemas genéticos causados por ENDOGAMIA levem a perda na reprodução.
Como podemos contornar o problema da perda da diversidade genética?
Uma vez que foi realizado o exame de Estrutura Genética do Plantel, teremos em mãos a informação sobre a perda ou não da diversidade genética da população em cativeiro.
Esse problema pode ser contornado diversificando-se a seleção da espécie por meio de cruzamentos conduzidos entre indivíduos que vivem em diferentes ambientes ajuda a selecionar genes para diferentes alelos em um locus específico.
Se o seu plantel tem ainda indivíduos distantes geneticamente, os cruzamentos podem ser feito entre seus animais, caso sua diversidade genética já seja baixa, recomenda-se a inserção de cruzamentos com animais de outros plantéis, desde que não tenham consanguinidade.

Confira também o vídeo  especial que preparamos:

 

 

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