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Aves de estimação não estão livres da doença Pulorose

Como parte da série semanal publicada aqui no Blog sobre as doenças compreendidas no Check Up Preventivo, temos como assunto hoje a Pulorose. Descrita pela primeira vez em 1899 pelo pesquisador Leo F. Rettger, acreditava-se ser uma doença fatal, entretanto, posteriormente, teve seu nome marcado apenas por diarreia. Ao longo do século XX, a doença se alastrou por diversos países provocando a morte de 100% das aves infectadas.

Antes de continuar a leitura sobre a doença já mencionada, veja o apanhado sobre a Salmonelose AQUI, lá você poderá constatar que essas bactérias podem infectar as aves e causar três enfermidades distintas: o Tifo Aviário causado pela Salmonela Gallinarum; o Paratifo causado pela Salmonella sp.; e por último, nosso assunto de hoje, a Pulorose cujo agente é a Salmonella Pullorum.

Essa doença acomete especificamente as aves jovens, entre o 14º e o 21º dia do nascimento, situação que provoca elevada mortalidade no plantel. As aves adultas não estão isentas dessa doença, entretanto, o aparecimento da mesma é bastante raro. A Pulorose tem como hospedeiras naturais as galinhas, mas, de acordo com a literatura, infecta também perus, faisões, aves silvestres, pardais, periquitos, pombos, canários, avestruzes e pavões. Essa afirmação demonstra que aves de estimação não estão livres dessa infecção.

Transmissão

A forma de transmissão que possui maior recorrência é a transovariana, ou seja, transmissão vertical. Para entender melhor: a bactéria infecta o oviduto da fêmea e se dissemina através dos ovos durante meses, a situação se torna ainda mais preocupante, pois a morte pode ocorrer logo após a eclosão do ovo quando a ave está contaminada. A transmissão também pode ocorrer pelas fezes, alimentos, água e ambientes contaminados, bem como, através de pessoas, animais de estimação, roedores e insetos que tenham acesso ao criadouro.

Sintomas

Dentre eles estão: sonolência, apatia, encorujamento com penas eriçadas, fraqueza e diarreia com coloração branca. Infelizmente, dependendo da relação entre o estado imune das aves e a infecção por esse tipo de Salmonella, pode ocorrer morte súbita sem que haja aparecimento de nenhum dos sintomas citados acima. Quando incide em aves adultas, os sinais não são aparentes, sendo a manifestação da infecção demonstrada pela queda na produção de ovos, redução de fertilidade, em alguns casos pode causar depressão, perda de apetite, diarreia e desidratação.

Diagnóstico e Prevenção

A detecção molecular dessas bactérias, por meio de DNA, ou seja, utilizando a Reação em Cadeia da Polimerase, a PCR, é altamente sensível e específica, sendo também facilitada quando os assuntos são manuseio e meios de transporte.

Quanto ao tratamento este pode diminuir a mortalidade das aves, mas estas continuarão a ser portadoras dos agentes. O controle e a profilaxia da Pulorose são atitudes amplamente recomendadas, sendo que esse tipo de bactéria pode durar muito tempo no ambiente, mas felizmente são sensíveis a desinfetantes, sendo uma boa limpeza, desinfecção periódica, controle de insetos e roedores, bem como, monitoramento de pássaros que adentram ao plantel, ações que podem evitar a proliferação da doença.

Saiba mais sobre o Check Up Preventivo AQUI. Outras informações sobre os exames nas redes sociais do São Camilo ou através do link http://bit.ly/checkuppreventivo, entre também em contato pelo telefone (44) 3029-9660.

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São Camilo Biotecnologia

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