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Brasil se torna referência em programas de reprodução de animais

Reprodução de animais no Brasil

Por muito tempo, acreditou-se que fauna, flora e recursos hídricos fossem infinitos. Esse pensamento fez com que o homem explorasse a natureza sem oferecer nada em troca. Pior que isso. O desmatamento, a poluição e a caça foram fatores que contribuíram para que o Brasil perdesse grande parte da riqueza natural.
Mas, felizmente, ainda existem pessoas tentando consertar todo esse estrago. No Brasil, os exemplos vêm de três locais que tem a vida animal como atração principal: o Zooparque Itatiba em São Paulo, o Refúgio Biológico Bela Vista e o Parque das Aves, ambos em Foz do Iguaçu (PR), que desenvolvem programas de reprodução com espécies ameaçadas de extinção. O trabalho árduo já rendeu algumas conquistas.

Parque das Aves – Beleza e vida

Embora seja vizinho das Cataratas do Iguaçu, o Parque das Aves não fica muito atrás no quesito beleza e visitação, com suas 1300 aves de 143 espécies. Mas o que ainda é desconhecido pelos quase 800 mil turistas que visitam o local todos os anos, é que cerca de 43% das aves que estão lá são advindas do programa de reprodução desenvolvido pelo parque.

Refúgio Biológico Bela Vista – A proteção do oeste paranaense

A energia que impulsiona o Refúgio Biológico Bela Vista é a mesma gerada pela sua mantenedora: a Itaipu Binacional. Há 32 anos, o local foi criado em Foz do Iguaçu (PR) com o objetivo de resgatar e proteger a fauna e a flora da região. Com o tempo, ele também se tornou mais um ponto de visitação na fronteira. São trilhas em meio à natureza e animais em recintos confortáveis, que proporcionam uma experiência única para os visitantes.
Mas saindo do percurso turístico, encontramos a unidade de proteção ambiental, que também desenvolve diversos programas para a conservação da biodiversidade. A equipe composta por mais de 30 pessoas tem à disposição uma grande estrutura que conta com laboratórios médicos e de pesquisa, farmácia, incubadoras, cozinha e recintos específicos para espécies no programa de reprodução. Das quase 50, cerca de oito estão nele.

Zooparque Itatiba – Um zoológico diferente 

Na década de 90, surgiu no interior de São Paulo um zoológico com uma proposta inovadora. A ideia do Zooparque Itatiba era reproduzir da forma mais real possível o habitat natural de diversas espécies de animais.
Os anos passaram, mas os ideais permaneceram. Tanto que o local também passou a realizar programas de reprodução com espécies ameaçadas de extinção. E o reconhecimento foi tão grande que um zoológico da Áustria enviou um casal de girafas muito ameaçadas de extinção para o Zooparque. O objetivo era nobre: resgatar a espécie.

Confira a matéria completa com imagens e trechos exclusivos no site Web Rádio Água através deste link

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Conheça o Circovírus, a Doença de Bico e Penas comum em psitacídeos

A Doença de Bico e Penas ou Circovírus é uma doença causada por um DNA vírus pertencente à família Circoviridae. É uma doença crônica, caracterizada pela distrofia e perda de penas, deformidade do bico e morte. A doença é descrita como sendo muito comum em psitaciformes selvagens e cativos na Austrália, e em outros países encontrada em psitacídeos cativos.
A maioria das espécies de papagaios podem ser infectados pelo vírus e estudos recentes têm mostrado que o PBFDV tem causado problemas de plumagens em algumas espécies de periquitos e ringnecks.


O vírus infecta aves com menos de 3 anos de idade e é transmitido da mãe para o ovo ou diretamente para os filhotes, as partículas virais podem ser espalhadas nas penas por correntes de ar, fezes secas ou até mesmo nas vestimentas do manipulador das aves. Os materiais dos ninhos, fórmulas alimentares, utensílios de alimentação, redes, transportadores de aves, podem ser facilmente contaminados pelo vírus. Uma vez que as partículas virais podem permanecer viáveis no ambiente por meses, mesmo depois da morte da ave, há um alto potencial da infecção se espalhar em todo o plantel.


A infecção pelo vírus deve ser suspeitada em qualquer ave que mostre perda progressiva das penas e desenvolvimento anormal das mesmas. O primeiro sinal clinicamente detectável do PBFDV é o surgimento de penas anormalmente formadas. A maioria das aves infectadas morrem entre os 6-12 meses a partir do início dos sinais clínicos, no entanto, algumas aves sobrevivem entre 10-15 anos e se tornam portadores crônicos. A morte geralmente ocorre por infecções secundárias por bactérias, fungos, parasitas ou outros vírus.
A triagem para PBFDV deve ser realizada para qualquer nova compra ou inserção de ave ao plantel, uma vez que aves portadoras do vírus podem apresentar penas perfeitamente normais. Mesmo que apenas uma ave seja portadora, o vírus pode ser espalhar rapidamente para todo o plantel.


A técnica de PCR (Polymerase Chain Reaction) é uma ferramenta molecular altamente sensível e específica, tornando-se muito importante na detecção do PBFDV e no auxílio da discriminação de outras doenças que também levam ao desenvolvimento anormal das penas, como traumas, infecções bacterianas ou fúngicas nos folículos das penas, outras infecções virais, má nutrição, problemas hormonais e reações a medicamentos. A elevada sensibilidade e especificidade da técnica de PCR também aumenta o sucesso na triagem de aves portadoras, que podem apresentar baixo nível de carga viral.

Para mais informações acesse nossa loja virtual através do link http://bit.ly/lojacircovirus ou entre em contato conosco através do telefone (44)3029-9660 ou pelo e-mail atendimento@scbiotec.com.br, será um prazer atendê-lo.

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67º Campeonato Brasileiro de Ornitologia Amadora – FOB 2017

Foi com grande satisfação que participamos do 67º Campeonato Brasileiro de Ornitologia Amadora na sede da FOB (Federação Ornitológica Brasileira), localizada em Itatiba-SP.
O evento que é tradicional entre os criadores de canários, psitacídeos e exóticos, aconteceu nos dias 7 à 15 de Julho e estavam presentes criadores de todo o Brasil, outros países da América do Sul e Europa, para prestigiar os amigos e expor suas aves. Na edição deste ano, tivemos a inscrição de 140 clubes ornitológicos, 1125 criadores e mais de 25 mil aves em exposição.


Com dois pavilhões, a estrutura da FOB durante o evento é dividida basicamente em 3 alas, na primeira estavam dispostas as aves em exposição, onde também aconteceram os julgamentos, na segunda estavam dispostos os stands comerciais de empresas do ramo e criadores vendendo suas aves, e entre os pavilhões foi montada uma ótima praça de alimentação para os visitantes.
De organização impecável, tudo estava bem disposto e acessível, todas as atividades estavam dispostas em um cronograma e muitos informativos disponíveis, as equipes de apoio do evento fizeram um belo trabalho.


Gostaríamos de parabenizar mais uma vez à FOB pela grandiosidade e profissionalismo do evento, bem como agradecer todos os amigos e clientes que reservaram um pouco de seu tempo para nos presentear com sua presença em nosso stand, quando pudemos compartilhar um pouco mais do nosso trabalho em prol da criação e da saúde das aves.


Aproveitamos para parabenizar os campeões, a todos os criadores e suas belíssimas aves, fruto da dedicação e do amor de seus criadores, que constantemente buscam o aprimoramento e a preservação dessas preciosidades da natureza.

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Entrevista do mês – Álvaro Blasina

Canário é a orquídea que canta”, a poética frase foi relatada por um uruguaio radicado no Brasil desde 1984, Álvaro Luís Blasina Cartelle, ele deixa claro que a frase não é de sua autoria, mas sua veracidade e poesia denotam toda a sua paixão pela natureza, já que diz ter nascido amante da grande mãe verde. Logo aos 15 anos de idade as aves os encantavam: suas cores, seu porte imponente. Sua atuação profissional percorria as áreas dos negócios – executiva, vendas, planejamento – entretanto, ao longo dos anos a dedicação a canaricultura foi ganhando cada vez mais espaço e, atualmente, reside em uma chácara em Maricá – Rio de Janeiro, local que possui seu criatório, o Canaril Uruguai, com 400 m² e abriga cerca de 2500 aves das mais belas e exóticas colorações.

O criador ter se tornado referência no segmento de canários de cor e demonstra sua dedicação as aves dentro e fora de seu criadouro, já que é sumidade em campeonatos, ocupando a titulação de juiz internacional há 31 anos. Nesse âmbito, possui bagagem de mais de 300 julgamentos, dentre eles, os nacionais em campeonatos regionais e propriamente o brasileiro, bem como, julgamentos em vários países das Américas praticantes da canaricultura. Sobre suas titulações em campeonatos há um sem-número para contabilizar e ele ressalta com vivacidade: “escolha trabalhar com o que gosta e na verdade nunca irá trabalhar”.

Acredito que temos uma missão de acordo com nossas preferências. E eu sempre gostei muito de genética. É um universo fantástico”. O criador faz essa afirmação ao ser questionado sobre sua história e ligação com aves. Discorre em suas palavras sobre a incrível variabilidade genética dos canários: “faço atividade onde se ‘brinca’ com genética, sendo os genes os mais primorosos e belos comandantes da vida”.

Sobre o processo de criação de aves, o senhor Álvaro faz menção a importância do respeito as fases, cujas características estão delimitadas entre os meses de agosto aos meados de janeiro, onde foca-se no período de reprodução no plantel. Já entre janeiro e abril pode-se visualizar toda a beleza e qualidades dos exemplares. Em maio, junho e julho preparam-se as aves para os concursos que findam no último mês citado. Quando questionado sobre o tratamento destinado às aves, o criador destaca que em todos os processos são muito bem cuidadas, enfatiza a importância de ter colaboradores dentro dos criadouros, sendo que para o seu possui três – capacitados e conhecedores dos processos.

Hoje em dia toda classe de criadores precisa de divulgação para tirar esse estigma de que ocorre tortura. Está provado que o contato com animais de estimação é desestressante”. O criador frisa também de uma forma belíssima que esse tipo de criação traz à tona o milagre da vida, e que o nascimento destes seres ocasiona uma série de vantagens para as pessoas, sendo o canário um grande companheiro.

Como parte do crescimento pujante do Canaril Uruguai, Álvaro Blasina envereda para caminhos longínquos e, certamente, promissores: levará o seu trabalho, bem como, o nome do Brasil para além das fronteiras do país. Mas o que significa isso? Significa que o criador terá o desafio de trabalhar com exportações de aves e destaca que o seu delineamento é um trabalho multidisciplinar e que exige muita dedicação. “Vamos começar a fazer com que a roda comece a girar”, fazendo alusão a dedicação e ao movimento necessários para que tudo isso realmente aconteça.

Canaril Uruguai e São Camilo Biotecnologia: uma aliança de sucesso

Para o São Camilo Biotecnologia possuir parceria com criadores como Álvaro Blasina, certamente, é uma certificação ímpar de que o trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo dos anos é sério, responsável e digno de alianças como essa. Uma enxurrada de elogios emergiu quando feito questionamento sobre o laboratório: “tive a oportunidade de conhecer o São Camilo, sem dúvidas é uma estrutura de primeiro mundo. A qualidade técnica é digna de orgulho desse país”.

O criador destaca também que o monitoramento de saúde traz tranquilidade, já que as aves são seres vivos muito frágeis. Outro ponto de destaque é que grande parte dos esforços empregados na criação das aves deve ser a prevenção, sendo que todas essas atenções devem compor um cenário prático, entre criador, laboratório e médico veterinário.

Para conhecer mais sobre o trabalho de Álvaro Blasina, acompanhe sua página nas redes sociais AQUI.

Quanto aos exames de prevenção para esse inverno saiba mais através do link http://bit.ly/paineisrespiratorios. O São Camilo Biotecnologia trabalha com inúmeras frentes de exames: preventivos, registro genético, sexagem de aves, dentre muitos outros.

São Camilo Biotecnologia

O laboratório sediado em Maringá- PR surgiu em agosto de 2006 quando a parceria com o Grupo São Camilo, no mercado há 45 anos, oportunizou aos mestres em biologia molecular e genética, Valério Balani e Karen Takeda, o desenvolvimento de atividades relacionadas à biotecnologia. Esta utiliza a biologia molecular e genômica para o diagnóstico preciso de patologias, bem como, para o desenvolvimento de exames voltados à medicina preditiva, ou seja, que previne doenças e gera boa saúde e qualidade de vida.

A divisão está localizada na rua Conselheiro Tobias, 57, e atende pelos telefones (44)3029-9660 e (44) 98836-6978. Para mais informações sobre os exames acesse o site: http://www.scbiotec.com.br ou a página do Facebook São Camilo Biotecnologia.

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Paratifo Aviário faz parte do rol de análises do Check Up Preventivo

Para fechar os posts sobre as três doenças causadas pela bactéria Salmonela, o post de hoje discorrerá sobre o Paratifo Aviário. Relembrando que as Salmonellas são bactérias que estão disseminadas no mundo como um todo, habitam o trato intestinal de muitas espécies, incluindo seres humanos, primatas não humanos, aves, equinos, suínos, cães, gatos, rato, dentre outros.

Quanto as aves, essas bactérias podem causar três enfermidades distintas: a Pulorose cujo agente é a Salmonella Pullorum (veja o post AQUI); o Tifo Aviário (leia mais AQUI) causado pela Salmonella Gallinarum; e o Paratifo Aviário causado por qualquer outra Salmonella sp. que não seja as acima descritas.

Não se assuste, mas são mais de 2500 tipos de Salmonella identificadas e dessas, mais de 200 foram encontradas causando algum tipo de infecção em aves. O número é alto, mas uma notícia boa é que o tipo de bactéria que discutiremos hoje é responsável por bem menos problemas do que a Pullorum e a Gallinarum, ou seja, dificilmente causará mortes no plantel.

De forma geral, as infecções causadas por Salmonelas Paratíficas não produzem sinais clínicos ou lesões nas aves e seu controle dentro dos plantéis está mais ligado à saúde das pessoas que tem contato com as aves, ou seja, criador, funcionários e familiares, pois a Salmonelose é uma grave zoonose.

Infecção

A principal forma de infecção é a ingestão de alimentos contaminados com fezes contendo Salmonella. Primeiramente ela se aloja no papo, nos intestinos e é disseminada intermitentemente pelas fezes, sendo esta a principal fonte de contaminação para as outras aves. Ela pode também colonizar o aparelho reprodutor e, nestes casos, filhotes podem nascer infectados causando sua morte em até três semanas. É bastante comum encontrar Salmonella no trato digestório de aves, entretanto, essas não causam infecção, sendo assim,  é conhecida como Salmonella transitória e a ave tem capacidade de elimina-la naturalmente.

Diagnóstico

Há diversas metodologias diagnósticas para a identificação da Salmonelose: a cultura de fezes, exames sorológicos, como a soroaglutinação são utilizados normalmente para identificar o tipo de Salmonela. Entretanto, esses exames apresentam uma precisão relativa, além de difícil transporte das amostras por exigirem cuidados especiais. Sendo assim, a maneira mais rápida e que apresenta eficácia é a detecção molecular, que utiliza a Reação em Cadeia da Polimerase, a PCR, tudo isso por meio do DNA da Salmonella. Essa técnica é altamente sensível e específica, além de ser mais tolerante ao manuseio e aos meios de transporte. Outro fator importante é que ao utilizar essa técnica é possível identificar qual o tipo de Salmonella, ou seja, se é a Pullorum, a Gallinarum ou a Paratífica.

Prevenção e Tratamento

As formas de prevenção seguem as mesmas regras das demais Salmonelas. Para manter os plantéis livres de Salmoneloses deve-se adotar boas práticas de manejo, biossegurança e isolamento. As Salmonellas são bactérias que podem permanecer muito tempo no ambiente, mas por outro lado são bastante sensíveis a maioria dos desinfetantes. Sendo assim, uma boa limpeza, desinfecção periódica, controle de insetos e roedores são práticas recomendadas.

Outro ponto importante é que nunca se deve introduzir uma ave portadora de Salmonella em um plantel sadio, já testado e livre dessa bactéria, dessa forma, as recomendações permeiam a realização de quarentena e testes laboratoriais que certifiquem o bom estado sanitário do criadouro antes de introduzir uma nova ave no plantel.

Check Up Preventivo

Dentre as doenças pesquisadas estão a arpergilose, paratifo, pulorose, tifo aviário, cólera aviária, micoplasmose, eimeriose, coccidiose, megabacteriose, clamidiose, candidíase e criptosporidiose.

Para realização da análise é necessária apenas uma amostra das fezes da ave, após o recebimento da coleta o laudo do exame fica pronto em cinco dias úteis possibilitando uma intervenção rápida e específica do médico veterinário para o tratamento. Mais informações sobre os exames nas redes sociais do São Camilo ou no site: http://www.scbiotec.com.br, entre também em contato pelo telefone (44) 3029-9660.

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