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Brasil fortalece acordo sobre espécies migratórias

O grupo de trabalho de Populações e Estado de Conservação (PaCSWG4), do Acordo Internacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (Acap), promoveu entre os dias 7 e 8 de setembro, em Wellington, na Nova Zelândia, sua quarta reunião. Durante os dois dias, que contaram com a presença do Brasil por meio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave) e do Projeto Albatroz, foram discutidas questões sobre o que vem acontecendo no mundo com essas aves presentes em todos os oceanos do planeta, suas tendências populacionais, bem como atualizações sobre estado atual das ameaças às populações e efetividade das ações de conservação.

O encontro, que promoveu troca de experiências e viabilizou decisão sobre os próximos passos do Acordo, ocorre depois de uma reunião que teve duração de três dias de seu grupo “irmão” que trata da Captura Incidental de Albatrozes e Petréis na Pesca (SBWG8).

Os albatrozes estão entre as aves voadoras de maior dimensão, podendo chegar a uma envergadura de asas de 3,6 metros. Os petréis são aves de pequeno e médio porte, com menos de um metro de envergadura de asas. São considerados o grupo de aves mais ameaçado e as aves marinhas mais oceânicas, raramente se aproximando da terra, exceto para reprodução. Possuem comportamento colonial, nidificando normalmente em ilhas oceânicas remotas, muitas vezes nas quais diversas espécies instalam seus ninhos próximos uns aos outros.

Diversas espécies realizam amplos movimentos migratórios e longas viagens de alimentação que cobrem milhares de quilômetros, podendo, por exemplo, circundar o continente antártico. Além disso, são aves de impressionante longevidade. Um albatroz de nome “Wisdom” é reconhecido como a ave em ambiente natural mais velha do mundo, tendo sido anilhada em 1956.

No Brasil, há apenas duas espécies de petréis residentes, ou seja, que se reproduzem em território brasileiro. As demais espécies são os albatrozes e petréis visitantes que, apesar de não se reproduzirem no Brasil, frequentam a costa brasileira vindo de ilhas distantes para aqui se alimentarem durante longos períodos, todos os anos. Essas espécies interagem fortemente com barcos de pesca oceânica perseguindo as embarcações na tentativa de obter alimento, tanto aqueles advindos do rejeito da pesca quanto aqueles utilizados como iscas pelos pescadores. Ao tentar retirar as iscas dos anzóis, muitas vezes são capturadas incidentalmente e arrastadas para o fundo do mar morrendo afogadas.

Confira a matéria completa no site do Institudo Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade através deste link.

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Tuberculose Aviária, uma doença perigosa

A tuberculose é uma doença crônica de aves adultas causada pelo agente Mycobacterium avium. É caracterizada pela formação de inflamações nas vísceras, perda de peso progressiva, enfraquecimento e morte.
O Mycobacterium avium é uma bactéria que pode permanecer no ambiente por vários anos, é resistente ao calor, baixa umidade, baixo pH e a maioria dos desinfetantes.
A tuberculose é uma doença de ocorrência mundial e infecta a maioria das espécies de aves domésticas e silvestres, sendo mais comum em aves de cativeiro. Afeta geralmente aves semi-adultas ou adultas devido ao longo período de incubação, que pode variar de semanas a meses.
A infecção ocorre pela ingestão de alimentos, água ou solo contaminados, após a ingestão, o Mycobacterium avium coloniza vários órgãos internos como fígado, baço, intestino, mesentério, medula e o pulmão. As aves infectadas e com lesões avançadas principalmente no intestino, eliminam o organismo pelas fezes.
Um dos principais sinais clínicos é a perda de peso de forma progressiva, há uma atrofia marcada dos músculos do peito salientando a quilha do esterno, algumas aves podem apresentar dificuldade de locomoção e diarréia. A infecção pode ocorrer em qualquer idade, mas os sinais clínicos demoram a aparecer, algumas aves podem ter morte súbita devido a ruptura do fígado.


A prevenção é a melhor maneira de combater o Mycobacterium avium dentro do plantel, baseada em boas regras de biossegurança e manejo. É recomendado evitar a mistura de aves de diferentes espécies e de diferentes idades, ao introduzir novas aves no plantel é importante conhecer a origem, respeitar o período de quarentena, além da realização de exames de detecção da doença.
O São Camilo Biotecnologia possui ótimas ferramentas para auxiliar na detecção do Mycobacterium avium, são os exames realizados através da técnica PCR que identificam as patologias através da pesquisa do DNA, com maior sensibilidade e precisão.

Para maiores informações, acesse o link Tuberculose Aviária ou entre em contato conosco através do telefone (44)3029-9660 ou através do e-mail atendimento@scbiotec.com.br

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Ave do mês – Trinca Ferro

O trinca-ferro-verdadeiro é uma ave passeriforme da família Thraupidae, sendo um dos pássaros silvestres mais apreciados pelo brasileiro, especialmente pelo seu canto.

No Brasil existem cerca de oito formas do gênero Saltator, todas relativamente parecidas. Apenas uma das espécies, o bico-de-pimenta, é bem diferente, pois uma máscara preta desce até a garganta, e o bico tem uma cor laranja bem intensa. É muito caçado e apreciado por seu belo canto.

Também é chamado de trinca-ferro, bico-de-ferro, tempera-viola, pixarro, pipirão, estevo, papa-banana (Santa Catarina), titicão, tia-chica, chama-chico (interior de São Paulo) e joão-velho (Minas Gerais).

Seu nome científico significa:: Saltator similis⇒ Dançarino semelhante ao tangará. Como os termos latino Saltator e tupi Tangara têm a mesma transliteração – dançarino – encontrou-se no termo similis para o Saltator similis a forma de se demonstrar o motivo da utilização dessa terminologia.

Um pouco menor do que outras espécies do mesmo gênero, possui o mesmo bico negro e forte que originou o nome comum dessas aves. Como no tempera-viola (Saltator maximus), apresenta dorso verde, cauda e lados da cabeça acinzentados.

A listra superciliar é a mais comprida das três espécies (ave adulta), com o “bigode” menos definido e a garganta toda branca. Por baixo, domina o cinza nas laterais, tornando-se marrom alaranjado e branco no centro da barriga.

As asas são esverdeadas. O juvenil não possui a listra tão extensa, sendo a mesma falhada ou inexistente, logo após sair do ninho. Alguns juvenis são listrados abaixo.

Bico bastante enérgico e fortificado (o que deu cunho ao nome “trinca-ferro”), com cauda diferenciada em tamanho. Não existem diferenças corporais entre machos e fêmeas.

Seu canto varia um pouco de região a região, embora mantenha o mesmo timbre. Para diferenciar o macho da fêmea é necessário perceber o canto do macho e o piado da fêmea.

Fonte: WikiAves

 

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As cores do Papagaio Ecletus

O Papagaio Ecletus é um dos mais belos papagaios existentes e apresenta dimorfismo sexual, o macho apresenta a coloração verde com bico laranja e a fêmea é vermelha marcada com azul.

No habitat natural, a cor vermelha da fêmea serve para marcar território, ela é vista de longe dentro de seu tronco, e o verde do macho serve para que ele se camufle entre as folhas das árvores.

Na natureza, uma fêmea se acasala com até 4 machos em seu ninho e um macho cuida até de 7 fêmeas em uma área de 100 quilômetros quadrados.

Habitat: Vivem isolados ou em pequenos grupos familiares em florestas, savanas com cobertura de árvores isoladas. São regularmente vistos em áreas com vegetação secundária alta e áreas clareadas com algumas árvores.
Alimentação: Pode ser fornecida ração extrusada com bastante fruta,principalmente maracujá e também uma mistura balanceada de sementes com no maximo 25% de girassol , pois estas aves tendem a engordarem com muita facilidade.
Reprodução: Na natureza, fazem ninhos principalmente em árvores altas, mortas ou palmeiras na extremidade da floresta, normalmente de 14 a 25 m de altura. Postura de 02 ovos normalmente, raramente 03, podendo fazer até 04 posturas ano. O tempo de incubação pode variar de 28 a 30 dias, os filhotes saem do ninho após 70 – 80 dias e continuam sendo alimentados pelos pais.
Expectativa de vida é de mais de 40 a 50 anos.

Fonte: Criadouro Paraíso das Aves

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Ave do mês – Calopsita

A calopsita é um pássaro que vem conquistando cada vez mais as pessoas pelo seu jeito amigável e interativo, principalmente quando domesticado. Apegam-se facilmente aos seus donos e os reconhecem de longe. Muito participativas e brincalhonas, são alegres e divertidas! É considerada uma ave sociável, pois convivem bem com algumas espécies menores, desde que instalados em espaço adequado.

Nativos da Austrália, aonde podem ser vistos na natureza, vivem em regiões áridas e semi-áridas do país. Ave nômade, costuma voar em bandos acompanhando o ciclo das chuvas, em busca de alimentos. A reprodução ocorre no período das chuvas, pois a criação de filhotes fica ajustada à disponibilidade de grãos e frutos justamente nessa época.

Calopsita: Carminha – Mutação Pérola

Nome/Espécie:
Calopsita (no Brasil)
Caturra (em Portugal)
Cockatiel (na língua inglesa)
Perruche calopsitte (na língua francesa)
Lorito de Copete (na Espanha)

Família: Cacatuidae

Ordem: Psittaciformes

Tamanho: 30 cm (em média, quando adultos)
Peso: 85-120 gramas
Longevidade: variável, dependendo se na natureza ou em cativeiro, podem chegar a 25 anos aproximadamente
Maturidade sexual: por volta dos 12 meses de vida
Reprodução: ano todo
Postura: 3 a 7 ovos (média)
Incubação: de 18 a 23 dias

Calopsita: Tufão – Mutação Lutino

Pela legislação ambiental brasileira, a calopsita é considerada ave doméstica, conforme portaria nº 93 do Ibama. Aves domésticas são aqueles que, através de processos tradicionais e sistematizados de manejo e melhoramento zootécnico, tornaram-se domésticos, possuindo características biológicas e comportamentais em estrita dependência do homem, podendo inclusive apresentar aparência diferente da espécie silvestre que os originou. Portanto, a calopsita não é uma ave cuja criação, comércio e posse é controlado pelo IBAMA.

A história das calopsitas

A calopsita, pássaro de origem australiana, foi descrita pela primeira vez em livros em 1792, mas apenas no século XIX é que americanos e europeus a conheceram de perto.
Até então, a Austrália era um continente ainda não desbravado, que servia para colônias penais inglesas, e dentre os primeiros colonizadores estavam o ornitólogo e taxidermista inglês, John Gould e sua família. Ele catalogou centenas de espécies naquela região, muitas ainda desconhecidas até então, e é a ele creditado ser a primeira pessoa a levar a calopsita para fora da Austrália, contribuindo dessa forma para a divulgação da espécie.
Gould deu o nome à calopsita de “cacatua-papagaio”. Naquela época, Jamrach, um dos mais sucedidos importadores de aves exóticas da Inglaterra, deu um nome diferente àquela ave de porte mediano com crista no alto da cabeça : “cockatiel” baseado na palavra holandesa “kakatielje” que significa cacatua. Na Austrália é conhecida como Quarrion (nome aborígene) ou Weero.
Em 1864, a calopsita já se tornara bem conhecida na Inglaterra como animal de estimação e em 1884, entre criadores europeus.
A primeira mutação (arlequim) surgiu nos Estados Unidos, em 1951. A mutação pérola apareceu inicialmente na Alemanha, em 1967. Os canelas, na Bélgica em 1968, seguidos dos fulvos.

Fonte: http://www.calopsitas.org/informacoes-sobre-a-ave

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